quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O CASTELO



O CASTELO

lá no alto impenetrável. Saudosa a mirada
que lhe dei ao amanhecer.
No Castelo onde a deixei de porta fechada
com a chave no seu busto,
para quando quisesse escapar.

É alto e esgrime, o guardião do Castelo.
É alto e íngreme a chegada até lá.
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Desloco-me em velocidade de falcão,
atirando-me a pique para a chegada triunfal.
Desloco-me em viagem de conexão
para vida; de existência acima de compreensão.

Vi-a com longevidade, tenho certeza, foge-me com a idade;
aproximo-me então,
atenção focada e lanço-a ao nada.

Grande grande grande.
_

É regresso em tom de continuação.
_

Deixo o propósito cumprir-se, se for ele enquanto divago,
na estrada que existe sem forma visível
e me desfaço na claridade.

Espaço sem nomes, datas ou feras.
Espaço composto por Eras e Eras.

Cerco-me do nada mais preenchido possível,
na forma incrível de olhar sem ver.
_

Seja sempre o que sempre foi
a condução ao que já fui. Seja sempre
porque nunca se será o que se quer ser. Apenas
se é, o que se deve ser,
e deve-se ser o que se deve ser. (que) Se seja.
Diogo Dias

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