quarta-feira, 23 de outubro de 2013

LIBERTAÇÃO


LIBERTAÇÃO

Sou como a água que jorra espontânea da nascente,
E corre livre por entre as pedras do leito do rio,
Sem amarras e sem nada que me detenha,
Sigo o meu caminho transpondo obstáculos,
Formando círculos à minha volta,
E entre rochedos e cercanias encontro o meu curso.

Gorgolejando ruidosamente nas quedas sinuosas do caminho,
Sigo em frente, pois não há maneira de voltar para trás
Nem mudar o destino.
Regozijo-me nas paisagens, no sol que me aquece
Em dias de verão e, sou feliz.

Detenho-me aqui e ali para me espraiar na lezíria.
Já não tenho pressa para chegar ao términus da saída
É já longo o meu curso, tantas léguas percorridas,
Quantos me seguem nesta viagem?
E quantos me precedem neste vasto caudal da vida?

Seguimos todos na corrente, entretidos nesta ilusão desmedida,
Quando nada nos pertence e tudo nos empurra para a saída,
Mas há esperança! Há fé e paixão! Há sonho! Há vida!
Então, não será utopia pensarmos
Que a luz nos aguarda,
Quando finalmente chegarmos, à foz desta vida!

Ester de Sousa e Sá
Outubro 2013

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